
Uma pequena amostra da parte que me cabe hoje à noite no Centro de Artes Boemia!
Apareçam!
"(...) tremo di gioia."
Aidan Moffat and the Best-Ofs - How to Get to Heaven from Scotland (2009): Depois do fim do Arab Strap, Malcolm Middleton e Aidan Moffat continuaram trabalhando bem, e no sucessor do disco/livro erótico I Can Hear Your Heart (de Moffat, 2008) encontramos músicas menos carregadas e com mais "finais felizes", como o próprio Moffat definiu. Boa surpresa nesse início de ano.
The Whitest Boy Alive - Rules (2009): O projeto paralelo (um dos muitos) de Erlend Øye evoluiu bastante desde Dreams (2006). Já na faixa de abertura de Rules, percebemos que é um disco bem mais criativo e elaborado que o de estréia.
Vetiver - Tight Knit (2009): Agora posso me redimir de não ter ouvido o álbum de covers que lançaram ano passado. Tight Knit não é tão livre quanto To Find Me Gone (2006), mas é completamente satisfatório e surpreende em muitos momentos.
Antony and the Johnsons - The Crying Light (2009): Apesar de começar com a música errada (Twilight e Hope There's Someone, que abrem os discos anteriores, são duas das melhores composições de Hegarty), a primeira metade desse álbum chega muito próxima da perfeição. As três faixas que seguem a música título pecam por excessos de personalidade, um mal que acomete músicos com visões peculiares do mundo à sua volta, mas felizmente o final da audição nos reserva duas pérolas.
Fever Ray - Fever Ray (2009): Projeto solo de Karin Dreijer, do The Knife, mais sombrio e carregado do que estávamos acostumados a ouvir nos trabalhos da dupla. Ao se distanciar das pistas, Karen fez um trabalho de impressionante intimismo.